Jogo de treinamento é a mesma coisa que dinâmica de grupo?

Entenda 4 diferenças básicas

Flavio Yoshimura, Especialista em gamificação em treinamento

Muita gente se confunde com uma coisa e outra e sempre nos chega essa pergunta. Na verdade, todo jogo pode ser entendido como uma dinâmica de grupo, mas nem toda dinâmica é um jogo de treinamento.

O que os dois têm em comum é o dinamismo, o que significa que ambos proporcionam a interação entre as pessoas, a troca de conhecimentos, experiências e ideias, além de promover o consenso e trabalho em equipe.  Trocando em miúdos: eles quebram a monotonia de uma apresentação teórica e, muitas vezes, esse é realmente seu principal propósito – se não for o único!

Esses elementos são bem positivos e importantes ao aprendizado, mas infelizmente ainda são pouco presentes em muitos treinamentos ou sequer fazem parte do repertório de uma enorme quantidade de profissionais de treinamento.

Vamos então entender o que um jogo oferece e que nem toda dinâmica de grupo consegue proporcionar:

1. Desafio

Todo jogo traz um desafio que engaja os participantes com a sua realização: cruzar a linha final, responder perguntas e superar uma meta ou montar um quebra-cabeças (que também é um jogo como qualquer outro).

É da natureza humana provar a si mesmo que é capaz de realizar algo. Todos queremos nos superar. Isso gera uma satisfação interior muito gratificante.

Mas, vale atentar que num treinamento o jogo precisa oferecer a medida certa de desafio aos participantes. Porque se ele for percebido como difícil demais, aí a gente tende a achar que o desafio é para outro tipo de pessoa.

2. Sorte

Alguns jogos incluem um elemento de sorte na sua mecânica: sortear as cartas que um jogador tem direito, puxar uma carta aleatória de um monte ou simplesmente jogar os dados.

É impressionante como essa coisa do acaso desempenha um papel importante no engajamento das pessoas com a atividade. Talvez seja a ligação com o misterioso e o sobrenatural, que lá fundo todos nós temos, em maior ou menor grau.

Alguns jogos incluem um elemento de sorte na sua mecânica…

3. As recompensas

Se todo jogo tem um desafio, no momento da sua superação existe uma recompensa, tangível ou não. Na maioria das empresas, não é preciso providenciar obrigatoriamente um prêmio aos vencedores – a menos que seja para um grupo de vendas, aí o prêmio tangível é fundamental!

Geralmente, um chocolate já basta – e, às vezes, nem é o caso de se gastar com uma caixa de bombons. O que não pode faltar é o reconhecimento dos vencedores, descobridores ou daqueles que concluíram as tarefas no tempo. Em grande parte das situações, uma salva de palmas animada de toda a turma dá conta do recado!

 

4. Diversão

Algumas dinâmicas são estruturadas apenas para promover a troca de ideias entre os participantes. Não têm o propósito de divertir. Por exemplo: uma atividade em que várias pessoas dão feedback para um dos participantes.

Existe um grande valor de aprendizado nessa abordagem, mas é preciso ter cuidado, pois no final a experiência pode ser desagradável ou até dolorosa.

É bem importante gerarmos emoções positivas durante uma atividade. Isso cria uma memória afetiva do participante com o tema, o que vai contribuir muito para a retenção e aplicação dos conceitos no futuro.

 

E então, esse texto valeu? Precisa de uma mãozinha sobre como aplicar um jogo em seu treinamento? Deixe seu comentário que a gente te ajuda!

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